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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Transistor Supercondutor

Estava olhando o Inovação Tecnológica e algo chamou minha atenção. Um transistor supercondutor.


FET supercondutor

Pesquisadores suíços criaram uma versão supercondutora de um transístor de efeito de campo, conhecido como FET (Field Effect Transistor), um dos principais elementos de toda a eletrônica digital.

A equipe do professor Andrea Caviglia cresceu um cristal individual contendo dois segmentos separados, cada um formado por um óxido metálico diferente - um segmento de titanato de estrôncio e o outro de aluminato de lantânio.

Na interface entre esses dois segmentos, os cientistas observaram uma camada de elétrons livres, capazes de fluir sem resistência, o que caracteriza um material supercondutor.

Agora eles descobriram como ligar e desligar esse comportamento supercondutor na interface do seu cristal por meio da aplicação de uma corrente elétrica. O resultado é a primeira versão de um transístor supercondutor.

Até essa parte estava muito legal, mas depois a matéria diz que o transistor tem que trabalhar com temperaturas próximas do zero Kelvin. Supercondutor que trabalha nessa temperatura não é nenhuma novidade. O interessante é saber que estão sendo desenvolvidas cerâmicas supercondutoras que poderão, no futuro, trabalhar com temperatura ambiente ou próximo dela. Isso sim irá revolucionar a velocidade de nossos computadores.

A tecnologia promete.

domingo, 19 de agosto de 2007

ScienceTECH >>> Velocidade da luz é superada?

O Dr. Günter Nimtz tenta há vários anos desafiar um dos principais pilares da Física atual, o de que nada pode superar a velocidade da luz. Os resultados de suas pesquisas nunca suscitaram a unanimidade entre os seus colegas físicos, mas agora ele e seu colega Alfons Stahlhofen estão sendo categóricos em afirmar que finalmente conseguiram fazer com que fótons viajassem mais rápido do que a teoria diz ser possível.

Segundo a Teoria da Relatividade, formulada por Albert Einstein há mais de um século, nada no nosso universo pode viajar mais rápido do que luz. Essa velocidade, geralmente arrendonda para 300.000 km/s é na verdade de exatos 299.792.458 metros por segundo.

Outros pesquisadores já fizeram uma parte de um sinal óptico viajar mais rapidamente do que a velocidade da luz, mas foram cautelosos ao afirmar que seus experimentos não contrariam a Teoria da Relatividade.

Já os dois pesquisadores alemães não parecem estar interessados em fazer uma ressalva como esta: seu artigo chama-se Violação Macroscópica da Relatividade Especial.

Em seu experimento, os cientistas utilizaram um fenômeno chamado tunelamento, pelo qual partículas são capazes de atravessar barreiras sólidas, aparentemente intransponíveis. É como se você colocasse a mão sobre o facho de uma lanterna e a luz atravessasse sua mão e continuasse a iluminar os objetos à frente.

Nimtz e Stahlhofen construíram dois prismas triangulares de vidro, formando um cubo cujas arestas medem 40 centímetros. Como os fótons tunelam mais facilmente em distâncias equivalentes ao seu comprimento de onda, os cientistas utilizaram microondas. Com um comprimento de onda de 33 centímetros, as microondas permitem o tunelamento por longas distâncias, mas continuam podendo ser dobradas pelos prismas.

As microondas passaram direto pelo cubo, como esperado. Quando os prismas foram separados, o primeiro prisma refletiu as microondas. Entretanto, alguns fótons também tunelaram através do espaço que separava os dois prismas e continuaram em frente, como se os prismas ainda estivessem unidos.

As medições dos cientistas revelaram que os dois feixes, tanto o que passou direto, quanto o que sofreu o tunelamento, chegaram aos fotodetectores exatamente ao mesmo tempo. Isto sugere que o trânsito entre os dois prismas aconteceu de forma ultra-rápida, mais do que a velocidade da luz. Segundo os cientistas, a velocidade é tão alta que eles não conseguiram medí-la.

Vi essa matéria em Inovação Tecnológica e coloquei aqui porque achei bem interessante, mesmo não acreditando que eles realmente tenham mostrado uma velocidade superior a da luz... Quem já viu a Teoria da Relatividade custa a acreditar nessas coisas! Mas quem sabe né?! Tomara que consigam provar o que disseram, seria um avanço e tanto!

Teh mais

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

EletroTECH >>> Vento iônico resfria chips

Saem os coolers, ventiladores e dissipadores e entram os motores de vento iônico, uma nova tecnologia que acaba de ser descoberta, com o potencial para resfriar dramaticamente os chips de computador e permitir uma nova onda de miniaturização e elevação dos seus clocks de funcionamento.

A nova tecnologia, desenvolvida por cientistas da Universidade Purdue, Estados Unidos, financiados pela Intel, aumenta o coeficiente de transferência de calor dos microprocessadores em até 250%. É esse coeficiente de transferência de calor que determina a taxa com que o chip se resfria.

"Outras abordagens experimentais de melhoria do resfriamento podem lhe dar no máximo melhorias de 40 a 50 por cento," diz o professor Suresh Garimella. Uma ampliação de 250% é realmente um incremento radical.

Quando utilizado em combinação com os dissipadores e coolers convencionais, o motor de vento iônico - que ainda está em estágio experimental - melhora sua eficiência ao aumentar o fluxo de ar que passa sobre a superfície do microprocessador.

Isso torna a tecnologia mais interessante tanto para os computadores portáteis - os notebooks ou laptops - quanto para os computadores de mesa, que estão apresentando uma tendência ao encolhimento dos seus gabinetes. Mas até mesmo os palm-tops e telefones celulares poderão ser beneficiados.

O motor de vento iônico, que não tem partes móveis, funciona gerando íons - átomos carregados eletricamente - a partir de eletrodos construídos muito próximos uns aos outros. O dispositivo foi construído diretamente sobre a superfície de um chip experimental.

O equipamento contém um anodo - um fio com carga positiva - e vários catodos - fios carregados negativamente. O anodo foi posicionado cerca de 10 milímetros acima dos catodos. Quando uma corrente elétrica passa através do dispositivo, os catodos, ou eletrodos negativos, disparam elétrons à distância, rumo ao anodo, carregado positivamente.

No caminho, os elétrons colidem com as moléculas de ar, produzindo íons carregados positivamente, que são então atraídos de volta para os eletrodos negativos, criando um vento iônico. É essa "brisa iônica" que aumenta o fluxo de ar sobre a superfície do chip experimental, melhorando a eficiência do sistema de resfriamento.

Os sistemas de resfriamento a ar são limitados por um efeito físico chamado no-slip (anti-derrapante) - à medida em que o ar flui sobre um objeto, as moléculas mais próximas à superfície permancem estacionárias. Quanto mais longe da superfície, mais rapidamente as moléculas se movem seguindo o fluxo de ar.

Esse fenômeno é um empecilho ao resfriamento porque ele restringe o fluxo de ar justamente onde ele é mais necessário, exatamente sobre a superfície quente do chip.

A tecnologia do motor de vento iônico potencialmente resolve esse problema, porque o fluxo de vento iônico acontece exatamente na superfície, onde o fluxo de ar trazido pelos coolers é menos eficaz.

Que maravilha heim!?!

Teh mais

terça-feira, 7 de agosto de 2007

MIT TECH >>> Gota de água resolve problema de alta tecnologia

São muitos os nomes pelos quais eles são conhecidos: películas, películas finas, filmes, filmes finos - isso sem contar as versões não traduzidas. São materiais produzidos em camadas tão finas que muitas vezes essas camadas possuem poucas moléculas de espessura. A composição é tão diferente quanto a sua utilização, que vai da construção de transistores plásticos até a proteção anti-corrosiva de metais.

Materiais tão finos não podem ser manipulados normalmente - eles simplesmente se rasgariam. Mas medir suas propriedades mecânicas é um passo essencial para se garantir que eles vão cumprir o papel que se espera deles.

Como se fazia isso até agora? De posse de um microscópio eletrônico e conhecendo a formulação química da película, os cientistas faziam um monte de cálculos, geralmente utilizando programas de computador específicos para cada material, conhecidos como simuladores. Os resultados dessas simulações, aliados a algumas suposições e conjecturas, dava um valor considerado razoável. Funcionava, claro, mas longe de qualquer exatidão.

A equipe do Dr. Thomas Russel, da Universidade de Massachusetts, Estados Unidos, teve uma idéia muito mais simples: partindo de uma película considerada padrão, os cientistas simplesmente colocaram sobre ela uma minúscula gota de água - contendo apenas alguns picolitros de água - e mediram a deflexão que ela causava no material.

Para suportar o peso da própria micro-gota, a película cujas propriedades estão sendo medidas precisa ser colocada sobre uma superfície de água. O resultado é o que os cientistas chamam de tensão de capilaridade - uma série de rugas na película.

O tamanho e o comprimento dessas nervuras é determinado pela espessura e pela elasticidade do material. Para saber as propriedades da película que está sendo testada, basta comparar seus resultados com os resultados do material considerado padrão. E as medições podem ser feitas com um microscópio comum. A análise precisa utiliza um sistema computadorizado que independe da avaliação visual.

Um achado extremamente simples, mas que terá aplicação imediata em áreas que vão da cosmética aos revestimentos, da nanoeletrônica à proteção de aços.

Essa matéira não foi escrita por mim, mas achei tão imteressante que copiei do site Inovação Tecnolólica... muito boa, não é mesmo?

Teh mais